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Polícia

Uirapuru acompanha julgamento de acusado de matar Padre em Tapera; resultado deve sair em breve

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Jairo Paulinho Kolling, acusado de matar a tiros o Padre Eduardo Pegoraro e ferir sua própria esposa dentro da casa paroquial em 22 de maio de 2015, está sentado no banco dos réus nesta quarta-feira (24).

A Rádio Uirapuru, através do repórter policial Leandro Vesoloski, acompanha o julgamento durante todo o dia com boletins ao vivo direto do Centro Administrativo de Tapera.

O início da sessão do júri estava previsto para às 9h.

Atualização

  • Iniciou por volta das 10h o júri de Jairo Kolling, acusado de matar o Padre Eduardo Pegoraro dentro da casa paroquial em Tapera;
  • A ex-mulher do réu, Patrícia Kolling, que também foi atingida por disparos durante o ataque, prestou depoimento por cerca de 1h40min;
  • O plenário da Câmara de Vereadores está lotado;
  • Patrícia relou que teria sido agredida em outras ocasiões pelo acusado, sempre motivado por ciúmes. Ela ainda diz desconhecer que o marido possuía uma arma;
  • Após um tempo de intervalo, a Sessão do Júri que julga Jairo Kolling, réu confesso da morte do Padre Eduardo Pegoraro, foi retomada;
  • Durante a tarde está prevista a sustentação oral da acusação e defesa, podendo haver réplica e tréplica;
  • Pela manhã foram ouvidos Patrícia Kolling, Jairo Kolling e mais uma testemunha convocada pela acusação;
  • A defesa de Jairo Kolling disse que o Padre Eduardo não conseguia conviver com o celibato;
  • O advogado Carlos Eduardo Hoff da Silva leu manchetes publicadas na imprensa sobre casos em que sacerdotes possuíam “vida sexual fora da batina”;
  • A tese da defesa é que a traição atingiu a honra e a moral do réu.

Comunidade de Tapera clama por justiça

Ao lado da Igreja Matriz, um memorial denominado “Memorial da Paz Padre Eduardo Pegoraro”, foi erguido para relembrar aquele que atendia, aconselhava e orava pelas pessoas em Tapera.

No local, faixas com fotos sorridentes do Padre Eduardo Pegoraro estampam os pedidos de justiça fixados em frente à casa paroquial.

A igreja, de portas fechadas, demonstra o envolvimento da comunidade com o julgamento do réu confesso da morte de Pegoraro, Jairo Paulinho Kolling.

Em seu depoimento, o réu, um empresário bem-sucedido da cidade de Selbach, sustentou que perdeu a cabeça após a esposa Patrícia ter mudado de comportamento cerca de um ano e meio antes do crime.

Em determinada noite, Jairo, que costumava sair muito com os amigos jogar bola e frequentava bares, acatou o pedido da esposa para fazer um churrasco em sua residência onde os convidados eram o Padre Pegoraro e cerca de 6 seminaristas a quem Patrícia dava aula.

Durante a confraternização, o Padre presenteou Patrícia com uma champanhe e duas taças, o marido de imediato estranhou a atitude e disse no depoimento que quem deveria receber o presente era o dono da casa. Quando questionado pela promotora se Patrícia não seria a dona da casa também, Jairo não soube responder e foi taxado de machista pelos presentes no local.

O acusado optou por responder poucas perguntas da acusação. Na maioria delas disse não se lembrar dos fatos.

Durante a tarde serão realizados os debates entre defesa e acusação. O resultado do julgamento deve ser conhecido no final da tarde desta quarta-feira (24), por volta das 18h.