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Estado

Na Uirapuru, deputados divergem sobre plebiscito para venda de estatais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Durante toda esta terça-feira (23) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul os deputados discutiram sobre a aprovação do Projeto de Emenda Complementar (PEC) 2722019 que retira da Constituição a obrigatoriedade de plebiscito para privatização de três estatais: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do RS (SulGás).

A Uirapuru acompanha direto de Porto Alegre toda a movimentação no parlamento gaúcho com o repórter Mateus Leal.

Ao vivo, durante a programação, o deputado estadual Edegar Pretto (PT), representando a oposição ao Governo do Estado, disse que assunto é recorrente na casa, sendo que o ex-governador José Ivo Sartori (MDB) já tentou retirar a obrigatoriedade de consultar a população sobre a venda das empresas, sem sucesso.

O deputado afirmou que o plebiscito não foi estabelecido por acaso na constituição, mas sim por um trauma que o Estado passou com as privatizações feitas pelo ex-governador Antônio Britto (MDB), por isso a obrigação de consultar o povo nestes casos. O deputado Edegar Pretto disse que o discurso do atual Governo se assemelha a velha política praticada por Sartori e Britto.

Pretto afirmou que a oposição tem pesquisas que apontam que 60% dos gaúchos não querem se desfazer das estatais. O deputado disse ainda que, com o valor da venda das três empresas, seriam pagos dois meses da folha de pagamento do funcionalismo, e portanto, não justificaria a privatização.

Ele criticou o governador Eduardo Leite (PSDB) dizendo que as medidas propostas não resolverão o problema do Rio Grande do Sul e reprovou o atendimento de concessionarias privadas de energia elétrica.

Representando a bancada aliada ao governador Eduardo Leite e favorável a aprovação da PEC, o deputado estadual Mateus Wesp (PSDB) disse que a expectativa é uma vitória do povo gaúcho e não das corporações. Falou que a minoria que esteve presente na assembleia se manifestando contrária a aprovação não representa a maioria silenciosa e quer que o Estado cresça e desenvolva-se.

Wesp afirmou que, para realizar um plebiscito, o governo precisaria desembolsar cerca de R$ 18 milhões, o que, na opinião do deputado, não tem necessidade, sendo que os gaúchos elegeram representantes para tomar decisões por eles.

Integrante de uma das maiores bancadas da Assembleia Legislativa, o deputado Gilberto Capoani (MDB) falou na Uirapuru que, apesar do fato de terem sido concorrentes do PSDB no segundo turno da eleição passada, o contexto não muda o fato sobre a posição favorável da bancada a respeito da privatização das estatais.

Capoani ainda alfinetou as demais bancadas que impediram que o mesmo processo ocorresse durante a gestão do ex-governador José Ivo Sartori.