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Economia

Economista avalia que mudança no cálculo do salário mínimo pela inflação é reflexo da lenta recuperação econômica

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Ao confirmar as previsões de especialistas, o governo Federal alterou a fórmula de reajuste do salário mínimo, ao abandonar a política de valorização praticada desde 2004. Até então, o valor do mínimo levava em consideração a inflação do período e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), dentre outros indicadores. Contudo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo Palácio do Planalto ao Congresso, estabelece o valor de R$ 1.040 para 2020. O valor é R$ 42 a mais do que os atuais R$ 998 e leva em conta somente a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), sem aumento real.

A medida divide opiniões, já que, por um lado, o reajuste pela inflação reduziria o poder de compra da população. Do outro, a economia em lenta recuperação após a recessão não abriria margem para um reajuste maior.

O economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Zilli, observa que o valor do mínimo, necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.277,04 em março deste ano. O valor é baseado no relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Contudo, Zilli entende que a recuperação da economia vai depender das reformas que estão em andamento, como a Previdência e a Tributária.