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Geral

No programa Sem Segredo, maioria dos ouvintes acredita que consumismo superou a fé na Páscoa

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Para o Cristianismo, a Semana Santa é a ocasião em que se celebra a Paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Ela iniciou no Domingo de Ramos e foi até ontem, domingo de Páscoa. Conforme a Bíblia, foi em um domingo que Jesus Cristo entrou na cidade de Jerusalém para comemorar a Páscoa Judaica. Por isso, é considerada uma semana de reflexão, celebração à vida, ao amor e a misericórdia de Deus. Na Sexta-feira Santa é lembrada a crucificação do Messias e no domingo a sua ressuscitação. Algumas tradições desta data têm perdurado ao longo dos séculos, como a de não comer carne vermelha na sexta-feira. Outras vêm se transformando ao longo dos anos. Alguns hábitos da Semana Santa, inclusive, estão fora de uso há muito tempo.

Por isso, o programa Sem Segredo do último sábado (20) perguntou: o consumismo superou a fé ou essas práticas foram substituídas por outras ações?

No estúdio, participaram a doutora em história e especialista em estudos religiosos, Gizele Zanotto, o mestre em história e estudioso em pentecostalismo Augusto Diehl e a espírita Nair Almeida, da Cáritas.

Neste contexto, a maioria dos ouvintes acredita que, assim como em outras datas, a fé e a religiosidade foram superadas pelo consumismo. Para entender o fenômeno, a historiadora Gizele Zanotto explicou que a Páscoa surge a partir de um ritual de passagem, inspirado em culturas antigas e anteriores ao próprio Cristianismo, como os egípcios. A religião Cristã, por sua vez, adaptou a narrativa ao relacionar Jesus Cristo como personagem principal da Páscoa.

A doutrina espírita, por sua vez, interpreta a páscoa como uma celebração de evolução, da passagem do homem velho para o homem novo. A espírita Nair Almeida, da Cáritas, afirmou que as mudanças na celebração da Páscoa ao longo das décadas fazem parte de um processo de progresso e que apesar disso, o sentido de religiosidade e espiritualidade deve ter sua essência mantida.

O mestre em história Augusto Diehl exemplificou que, por mais que os ouvintes acreditem que o consumismo superou a fé nas comemorações da Páscoa, a data deve servir de inspiração para que reflexões acerca da partilha e da generosidade aconteçam durante todos os outros dias do ano e não apenas em um período específico.