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Óbito

Saudades eternas: seis anos sem o ícone do rádio Júlio Rosa

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Nesta foto, de 38 atrás, Júlio Rosa datilografava as matérias que iam ao ar durante a programação da Uirapuru

Você diz que não gosta, mas gosta. Que não escuta, mas escuta.”

Assim Júlio Rosa começava seu programa matinal na programação da Uirapuru, algo lembrado até os dias de hoje pelos apaixonados do rádio.

Nesta quarta-feira, 10 de abril, fazem seis anos que Passo Fundo perdeu um de seus maiores comunicadores. Júlio Rosa faleceu aos 68 anos nesta mesma data no ano de 2013, vítima de uma parada cardíaca, em uma manhã de quarta-feira, no Hospital São Vicente de Paulo, onde ficou internado por cerca de três dias.

Além de trabalhar como comunicador durante 16 anos na Uirapuru e outras rádios de Passo Fundo, Júlio Rosa foi colunista de jornal, correspondente policial da Zero Hora e vereador por três vezes.

O trabalho parlamentar em prol da comunidade e das pessoas mais carentes lhe renderam o título de Vereador Emérito de Passo Fundo. Coincidentemente, receberia esta honraria do Legislativo Municipal no mesmo dia em que faleceu.

Ele foi um dos pilares na fundação da Uirapuru. Lembrado pelos amigos e colegas por ser generoso, crítico e com um capacidade ímpar de comunicar, Júlio Rosa foi pioneiro ao abrir os microfones para a participação popular.

Este passo é seguido pelos filhos até os dias atuais e hoje a Uirapuru orgulha-se em poder contar com a presença do jornalista Régis Leonardo. Ronaldo Rosa (radialista e vereador), Julio Cesar Silva (procurador municipal) e André Silva (assessor de imprensa da Prefeitura) também seguiram a carreira no rádio por alguns períodos. Ainda deixou como filhos Roberto, Leandro, Letícia, Eliane e Elaine, além de netos e duas bisnetas.

Sempre uma voz amiga, disposto a ajudar, o comunicador era uma das figuras públicas mais queridas da cidade. A Rádio Uirapuru lembra com carinho deste grande homem que, na rádio do povo, sempre esteve do lado do povo… Era o pai do povo… Era o povo.

Era simplesmente Júlio Rosa!