Justiça julga constitucional o sacrifício de animais para rituais religiosos e cacique de Umbanda afirma que desinformação gera perseguição
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na última quinta-feira (28) que é constitucional a lei que permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religião de matriz africana. Os ministros analisaram o tema através de uma lei estadual do Rio Grande do Sul que deixou expresso que é possível o sacrifício animal nessas situações. A autorização foi acrescentada no Código Estadual de Proteção aos animais, que veda agressão e crueldade.
Em entrevista na Uirapuru, Ipácio Carolino, Babalorixá e Cacique de Umbanda, explicou que as religiões nunca usam animais domésticos para sacrifício. Ipácio afirmou que a desinformação faz com que as religiões africanas sejam perseguidas. Destacou que há muitas culturas que prezam a caça esportiva, matando o animal sem qualquer motivo, enquanto as religiões apenas o fazem em rituais, sacralizados.
Ele usou como exemplo religiões que prezam o consumo de peixes em épocas do ano, por exemplo. Explicou que a religião de matriz africana prega o consumo do animal para o corpo e também para o espírito, como muitas outras.