Para Ginecologista casos de gravidez na adolescência são um problema social de diversos fatores
O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, empatando com Peru e Suriname, com um índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos. Os dados são do Fundo de População das Nações Unidas. No ranking de gravidez na adolescência na América do Sul, a Venezuela ocupa o primeiro lugar, com 95 grávidas para cada grupo de mil jovens entre 15 e 19 anos. De acordo com a agência da ONU, um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Entre estas, de cada cinco, três não trabalham nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região Nordeste.
O assunto foi tema do programa Emoção, Afeto e Comportamento desta semana, que contou com a participação da médica ginecologista e obstetra, Luisiana Cenci. Para a médica o assunto é um problema social de multifatores. Segundo Luisiana, são muitas as causas envolvidas, desde a adolescente, os pais, escola e até mesmo os profissionais da saúde. Pesquisas mostram que 76% das adolescentes acabam abandonando a escola, 66% não tinham planos de engravidar e 56% estavam usando algum método contraceptivo.
De acordo com a doutora, existem muitos métodos de prevenção que são utilizados de maneira errada. Conforme a médica, se o anticoncepcional for utilizado de forma correta a chance de falha é baixíssima.