Para pesquisador, quando se aplica tecnologia se poupa recursos naturais
O programa Uirapuru Ecologia de sábado (16) debateu a tecnologia na sustentabilidade ambiental. O convidado foi o pesquisador e professor Elmar Floss, que na Expodireto Cotrijal 2019, recebeu o Prêmio Semente de Ouro. O docente falou da revolução tecnológica na agropecuária gaúcha e brasileira nas últimas décadas. Destacou que em 1950 cerca de 82% da população brasileira vivia no meio rural e 18% na cidade. Hoje é o contrário.
No Rio Grande do Sul 87% estão na cidade e apenas 13% estão no campo produzindo alimento para todos. Lembrou que a partir de 1970 iniciaram as pesquisas com incentivo às tecnologias locais. As existentes vinham de fora, de um clima totalmente diferente do nosso tropical. Explicou que um dos critérios que é utilizado para medir se há desenvolvimento no país é dividir a produção de grãos alimentícios pela população.
Em meados de 1976 o Brasil produzia 448 quilos de grãos per capta por ano, já a última safra registrou 1.099 quilos de grãos alimentícios por pessoa por ano. Disse que naquela época a produtividade era de 1.197 quilos por hectare, isso considerando as 10 principais culturas. Na última safra a média foi de 3.600. Em 1976 a produção acontecia em mais ou menos 38 milhões de hectares. Atualmente são 228 milhões de toneladas de grãos alimentícios em 62.
Loss afirmou que se não tivéssemos aplicado em tecnologia e nós mantivéssemos a média de produtividade de um pouco mais de mil quilos, teríamos que ter plantado 92 milhões de hectares. O pesquisador frisou que quando se aplica tecnologia, quando se verticaliza a produção, quando se produz mais na mesma área, se poupa recursos naturais.