Defesa de Graciele diz que morte de Bernardo foi acidental
A repórter Cissa Battistella segue em Três Passos acompanhando o julgamento do caso Bernardo. Ela conversou, de forma exclusiva, com o advogado Pompeu de Mattos que defende a madrasta, Graciele Ugulini. O advogado explicou que quando foi procurado por Graciele, lá em abril de 2014, não imaginava que o caso ia ter uma repercussão tão grande como teve.
Segundo ele, Graciele sustenta que na ida para Frederico Westphalen, ela medicou Bernardo com a dosagem errada, mas sem a intenção de matá-lo. O advogado disse que tem que acreditar na cliente e achar nos autos do processo, brechas para defendê-la.
O jurista criticou a atenção dada ao processo pela Justiça, falou que são dezenas de investigadores e promotores renomados que estão cuidando do caso, mas ele sequer teve acesso as 9 mil páginas de inquérito.
Questionado sobre as declarações feitas por Graciele dizendo que iria “dar um fim no menino”, Pompeu minimizou falando que “não raras vezes as pessoas falam asneiras, com um familiar ou com um amigo”. O advogado defendeu que o crime não foi premeditado e disse que mesmo com todo o aparato pericial, a versão sustentada pela acusação não é comprovada em seu total.