Psicóloga de Bernardo depõe no julgamento
Neste segundo dia de julgamento do caso Bernardo, novas testemunhas estão contando suas versões sobre o caso. Mais cedo falou à Justiça Jussara Petri que era quem acolhia o menino sempre que ele estava fora de casa. Ela falou sobre a relação que mantinha com Bernardo e também como o pai e a madrasta tratavam o menino. Durante o depoimento explicou ainda que por várias vezes precisou dar roupas novas para ele, pois o pai não comprava. Afirmou ainda que ela mandava lanche ou dava dinheiro para ele comprar na escola, porque a família também não fornecia.
Jussara respondeu aos questionamentos da Juíza e dos advogados de defesa dos réus. A testemunha solicitou que, durante seu pronunciamento, os acusados fossem retirados do Tribunal.
Após o depoimento de Jussara, iniciou o interrogatório da psicóloga Ariane Schmitt, que atendia o Bernardo e falou sobre os encontros. No depoimento, ela afirmou que ele era um garoto dócil, sensível e pedia abraços. Quanto a relação do pai com o menino, a psicóloga disse que Leandro era ausente e não mantinha um vínculo familiar. Em resposta ao promotor a psicóloga disse que a morte de Bernardo não aconteceu no dia 4 de abril, ele teve a infância abortada pela falta de brinquedos, falta de cuidados. A morte foi lenta, gradual e contínua, finalizou.
Ariane respondeu questionamentos da defesa de Leandro Boldrini e afirmou que como pai, Leandro deixou a desejar. Após responder as dúvidas, o depoimento foi encerrado.