Para psiquiatra, poder e dinheiro viciam e fazem a pessoa pensar ser imortal
O ex-governador Sérgio Cabral (MDB) deu uma entrevista polêmica afirmando que resolveu revelar o esquema de corrupção que operou em seu governo para se redimir com ele mesmo. Depois de dois anos e três meses preso, Cabral disse que é um homem muito mais aliviado. Cabral, que operou um esquema de corrupção, afirmou que cometeu o erro de se apegar ao dinheiro e ao poder como um vício.
A Uirapuru procurou o psiquiatra Carlos Hecktheuer para falar sobre esta declaração polêmica na tarde de ontem (27). Conforme o psiquiatra, o dinheiro e o poder são sim algo viciante a uma pessoa. Este vício é reconhecido como semelhante ao álcool, cigarro ou outro tipo de droga. Mas, Dr. Hecktheuer acredita que este problema foi visto como uma alternativa pelo advogado de Cabral, no entanto, é preciso tratar a doença.
Conforme ele, o poder e o dinheiro muitas vezes agem no indivíduo de certa forma que ele acredita ser imortal, roubando sem precisar e acumulando bens e riquezas sem valorizar outras coisas.