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Tradição

Proibição de brincos para homens em concursos do MTG está no regramento e deve ser respeitada, diz coordenadora da 7ª RT

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Foi divulgado nesta terça-feira (26) um parecer assinado pelo Conselho Estadual de Cultura, através do conselheiro Dael Rodrigues, que negou o financiamento de R$ 85 mil pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC) ao Entrevero Cultural de Peões, que acontece em abril na cidade de Rio Grande, no sul do Estado. O concurso, que é promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), tem como finalidade escolher o Piá, o Guri e o Peão Farroupilha. Entre as justificativas, o conselheiro afirma que o evento é excludente, uma vez que proíbe a participação de candidatos casados ou que tenham filhos e cita também o veto ao uso de brincos nos Centros de Tradições Gaúchas (CTG’s). O Conselho Estadual de Cultura considera discriminatória as proibições e por isso negou o financiamento.

Falando sobre o assunto na Rádio Uirapuru, a coordenadora da 7ª Região Tradicionalista (7ª RT), Gilda Galeazzi, explicou que o MTG tem por hábito promover esses eventos e buscar junto ao Conselho apoiadores da iniciativa privada, pois não é cobrado entrada ou inscrições. Porém há custos com infraestrutura, transportes, materiais e atrações. Gilda se mostrou surpresa com a notícia de que o pedido foi indeferido.

De acordo com a coordenadora, todos os concursos promovidos têm um regramento e, pelas normas do MTG, os peões, assim como as prendas, não podem ser casados e possuir filhos para participarem dessas seleções. Gilda disse que o mesmo desconhece como funcionam os eventos realizados pelo Movimento e entende que o caso deveria ser repassado para outro conselheiro. No caso do brinco, Gilda explicou que em nenhum evento dentro do CTG é permitido o uso do acessório.

Na opinião da coordenadora, em vários setores da sociedade existem regramentos específicos e que devem ser respeitados, assim como nas atividades da cultura gaúcha. Gilda Galeazzi reiterou que todos os participantes de uma entidade tradicionalista o fazem por livre e espontânea vontade e ninguém é levado à força aos eventos. Portanto, as regras internas devem ser respeitadas.

A coordenadora afirmou ainda que em nenhum local está escrito que as regras internas poderiam afetar no acesso ao incentivo e que agora as regiões tradicionalistas vão dividir os gastos com a realização do concurso, mesmo já tendo as empresas interessadas em patrocinar o evento via Lei de Incentivo à Cultura.