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Educação

Historiador de Passo Fundo apoia estudo e canto do hino nacional nas escolas, mas reprende idolatria político-partidária

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na última segunda-feira (25) um e-mail enviado pelo Ministério da Educação a todas as escolas do país gerou polêmica. No documento, a pasta solicita que no primeiro dia da volta às aulas seja lida uma carta de autoria do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para professores, alunos e demais funcionários da escola, com todos perfilados diante da bandeira do Brasil e que seja executado o hino nacional. O que mais provocou discussão é que ao final da mensagem está o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

Para o historiador Maurício Paim, deveria ser uma obrigação de todo o cidadão cantar o hino nacional, não todos os dias, mas seguidamente, porque é um dos símbolos nacionais. Disse que os estudantes merecem não só conhecer o hino, mas estudá-lo, saber o que significam aquelas palavras, junto a demonstração de amor à Pátria. Mas ressaltou que isso não poder ser confundido com amor a uma idolatria político-partidária.

O historiador considera dois pontos da mensagem absurdos: o slogan político-partidário e a filmagem. Paim disse que não é com um slogan extremista, totalitário e autoritário que vamos recuperar a moral e os valores da sociedade. Ressaltou que se a ideia partiu somente do ministro ele deveria ser exonerado imediatamente, mas acredita que foi planejado pelo governo.

Sobre a gravação de vídeo, Paim questiona se o objetivo é mandar recursos para aquelas escolas que seguirem a recomendação ou prejudicar e perseguir àquelas que não o fizerem. O historiador lembrou que não é novidade do governo Bolsonaro esse tipo de atitude, outros governos tentaram implementar nas escolas livros que defendiam questões como identidade de gênero, que questionavam certos ídolos da sociedade brasileira.