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Política

Para jurista, protagonismo de vice-presidente Mourão aponta governo democrático

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
O presidente em exercício,General Hamilton Mourão, ao sair de seu gabinete no Palácio do Planalto.

O protagonismo do vice-presidente Hamilton Mourão tem chamado a atenção. Mourão esteve a frente do comando do país entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro devido a viagem internacional e a cirurgia do presidente Jair Bolsonaro. Mas mesmo com o retorno do presidente ao seu posto, Mourão continua se destacando no governo por seus posicionamentos, como há tempos não se via de um vice-presidente. Hoje, Mourão coordena os assuntos relacionados à crise da Venezuela que envolvem o Brasil.

Em entrevista à Uirapuru, o advogado Dr. Dárcio Vieira Marques explicou que no sistema presidencialista é como se o presidente fosse um rei, ele tem muitos poderes, no entanto, não tem condições de, sozinho, dar conta de todas as demandas. Para isso, tem o poder de escolher os seus assessores, os seus ministros, podendo nomear e demitir livremente.

Dr. Dárcio destaca que o que se vê neste governo é a divisão de tarefas entre o presidente e o seu vice. Disse que é positivo porque Mourão tem se demonstrado nas entrevistas que é um homem culto e uma pessoa equilibrada, com domínio sobre grandes temas macroeconômicos, que envolvem não só a economia nacional como a administração pública federal. Frisou que essa coparticipação das decisões é muito saudável para o sistema republicano e presidencialista. Ressaltou que, naturalmente, haverá alguma divergência e contradição entre os dois líderes, mas o diálogo, a troca de ideias e o confronto de opiniões enriquece os debates.

O jurista explicou que a última palavra é do presidente, mas isso não impede que o vice e ministros tenham opiniões diferentes dele. Dr. Dárcio frisou que é bom para o governo ter pessoas capacitadas para ter opiniões e tomar decisões. Conforme o jurista, o vice Mourão tem que estar sempre preparado para substituir Bolsonaro e não ser uma marionete para reproduzir atos já decididos.