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Transporte

Com estudo em andamento, prefeitura pretende lançar novo edital do transporte ainda em abril

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na manhã de ontem (21) diversos ouvintes entraram em contato com a Uirapuru reclamando do transporte coletivo da cidade, especialmente da Codepas, onde relataram ruas em que o ônibus simplesmente não passa mais. A comunidade aguarda uma mudança no transporte da cidade, prometida com o edital publicado há um ano e meio, mas que sofreu impugnação através de duas ações movidas. O julgamento da impugnação no Tribunal de Contas demorou um ano, o que atrasou o andamento do processo. O município não recorreu e fez ajustes no processo de licitação, dentre elas questões importantes como localização padrão do motor nos veículos e a participação da Codepas no edital.

Em entrevista na Uirapuru, o procurador geral do município, Adolfo de Freitas, explicou que no momento há estudos em andamento para recalcular rotas e custos das linhas, pois o projeto anterior está desatualizado pela demora. Destacou que a cidade mudou sua demanda drasticamente com a chegada do Passo Fundo Shopping e da Havan. Estes empreendimentos, além de clientes, trouxeram grande demanda de trabalhadores que usam o sistema público de transporte. O procurador explicou que a prefeitura pretende lançar um novo edital para o transporte coletivo urbano ainda no mês de abril.

Outro aspecto abordado pelo procurador durante a entrevista foi quanto o valor das passagens, que hoje é de R$ 3,65. O procurador Adolfo de Freitas afirmou que hoje o número de usuários é menor do que há poucos anos e isso impacta no preço da passagem. Questionado sobre a possibilidade de reduzir este valor, o procurador usou como exemplo cidades maiores, com mais fluxo de passageiros, como Porto Alegre, onde a passagem está R$ 1 mais cara que em Passo Fundo. O procurador também foi direto ao falar sobre a gratuidade de passagens, hoje concedida há alguns casos como os idosos. Explicou que não existe passagem gratuita. Para cada usuário que não pagar a passagem este custo é dividido entre os demais e impacta na alta dos preços.