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Trânsito

Diretor de CFC afirma que fim dos simuladores trará prejuízos ao ensino

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou no último sábado (09) que o Ministério de Infraestrutura anunciará a ampliação da validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Segundo o presidente, também deverá ser declarado o fim da obrigatoriedade de aulas com simuladores e haverá revisão nas questões de emplacamento e de medidas que afetam caminhoneiros. As decisões prometem uma “desburocratização e economia” para o trânsito.

A Uirapuru conversou com o diretor-geral do CFC Autotec, Antônio Carlos dos Santos, que alertou sobre as mudanças. Conforme o diretor, os centros de formação investiram pesado para comprar os simuladores e, se deixarem de ser obrigatórios, trarão prejuízos financeiros para os empresários e também de ensino aos candidatos à habilitação.

Com o simulador o aluno tem noções práticas sobre funcionamento do carro, resposta a comandos e poderá testar sem danos tudo aquilo que aprendeu nas aulas. Afirmou que o tempo de aula é muito curto para a necessidade do trânsito diário. Sem o simulador serão cinco aulas a menos e prejuízos diretos ao aprendizado. Antônio Carlos acredita que o ideal, se retirarem o simulador, seria colocar mais horas de aulas nas ruas.