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Cidade

Sem Segredo: maioria dos ouvintes afirma que sindicato não deve trancar vinda da Havan a Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Essa semana a polêmica envolvendo a vinda da Rede Havan a Passo Fundo voltou à tona. A empresa depende de uma negociação com o Sindicato dos Comerciários para viabilizar a construção da megaloja. O impasse segue sendo o calendário de funcionamento do comércio e varejo. Em assembleia, a categoria votou pelo fechamento das lojas em oito feriados, enquanto a Havan concorda em fechar apenas em três: Natal, Ano Novo e Dia do Trabalhador.

 

Em entrevista à Uirapuru, o advogado da megaloja, José Mello de Freitas, contou que o próprio presidente da Havan, Luciano Hang, pediu para ele verificar se Passo Fundo realmente está interessada em receber o investimento. Enquanto a negociação não avança, outras cidades, como Erechim e Coxilha, abriram as portas para a Havan. Por isso o Sem Segredo desta semana questionou: a empresa Havan vem ou não para Passo Fundo? Onde está a dificuldade para se instalar aqui? De quem é a responsabilidade? Um sindicato tem o poder de trancar a vinda de uma megaloja para o nosso município? Participaram do programa o advogado da Havan, José Mello de Freitas, e os vereadores, Paulo Neckle (MDB) e Roberto Gabriel Toson (PSD). Representantes do Sindicato dos Comerciários foram convidados, mas não compareceram.

 

A maioria dos ouvintes declarou que o sindicato não deve impedir a vinda da Havan a Passo Fundo. Também declararam que toda a categoria precisa decidir o que envolve o assunto, e não o presidente ou um grupo de associados. Ressaltaram que a vinda da megaloja será importante, porque vai gerar muitos empregos, trazendo benefícios para diversas famílias.

 

O advogado da Havan, José Mello de Freitas, afirmou que respeita todos os sindicatos e que a lei é clara: os trabalhadores precisam ser representados por eles em uma negociação. Segundo o advogado, o sindicato precisa negociar com a Havan, mas o que está causando incômodo é que a classe não está dando respostas. Freitas declarou que espera outra proposta e que o sindicato fale o que não agradou a eles. Segundo o representante, é preciso resolver o assunto em vez de deixar tudo no ar, falar que não teve proposta ou que não pode negociar.

 

Participando do programa, o vereador Paulo Neckle (MDB) contou que convocou demais vereadores a fazer pressão política para que a Havan venha a Passo Fundo. Segundo ele, o que a megaloja quer é sentar em uma mesa e negociar, mas está ficando sem retorno. Como a câmara foi bastante citada em assuntos envolvendo essa polêmica durante a semana, Neckle deixou claro que todos estão mobilizados em ajudar na questão, porque representam o povo de Passo Fundo, que quer na sua grande região uma megaempresa como a Havan.

 

O vereador Roberto Toson (PSD) acredita que o sindicato não está representando os comerciários como deveria. Segundo Toson, a partir do momento que você tem mais de 5 mil comerciários e apenas 200 tomam decisões, passa-se uma ideia de que estão usando de suas posições para defender algum interesse excluso. O vereador ainda declarou que a vinda da Havan poderá regionalizar o comércio de Passo Fundo, além de melhorar as condições do trabalhador com todo o ganho secundário que a megaloja trará a outros comércios, como restaurantes e hotéis. Toson também afirmou que repudia a posição do sindicato em não negociar, já que a Havan apresentou uma proposta.