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Política

Sem Segredo: primeiro mês do Governo Bolsonaro divide opiniões

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O programa Sem Segredo de sábado (02) analisou os primeiros passos do governo de Jair Bolsonaro, que na última sexta-feira (1º) completou um mês. O início da gestão foi marcado pela flexibilização da posse de armas de fogo, considerada uma promessa de campanha do presidente, e pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

O primeiro mês do governo Bolsonaro dividiu opiniões na Uirapuru. Boa parte dos ouvintes acredita que as promessas de campanha serão cumpridas, mas que para isso o Congresso Nacional precisa trabalhar junto ao Poder Executivo. Os ouvintes afirmaram que algumas ideias do governo precisam ser ajustadas e que há muito trabalho para se fazer durante os próximos anos. Eles também esperam que o governo Bolsonaro trabalhe para o povo e não para o sucesso pessoal.

Para o advogado Dárcio Vieira Marques, não se pode esperar um milagre em tão pouco tempo, já que nos últimos 20 anos, segundo ele, houve governos que desorganizaram a sociedade em estruturas sociais e políticas. De acordo com o jurista, Bolsonaro foi eleito por um anseio popular de mudança, mas terá dificuldades pela frente. Afirmou que no regime democrático o presidente representa a maior figura, mas que é impossível governar sozinho.

O Dr. Dárcio ainda disse que Bolsonaro não deve ficar preocupado com a corrupção e que isso é um trabalho para o Judiciário, Polícia Federal e Ministério Público. Declarou que o foco deve ser procurar reverter o quadro econômico do país, que conta com pouco menos de 13 milhões de desempregados, dando condições de estabilidade para pessoas que tenham coragem em empreender.

O mestre em história da IMED Henrique Kujawa afirmou que o tema é complexo para falar baseado em pouco tempo, mas que alguns elementos são centrais no tema e mexem com a sociedade. Segundo Kujawa, assim como os anteriores, o governo atual é ideológico, seja na concepção de mundo, sociedade, estado e economia. Ele disse que Bolsonaro foi eleito com uma concepção liberal do ponto de vista econômico, mas conservador no ponto de vista pessoal, o que considera uma contradição.

Kujawa ressaltou que nenhum governo é bloco único e precisa de outros setores para auxiliar. Para ele, o atual governo demonstra diversos pontos que precisam ser trabalhados, mas considera que Bolsonaro está sendo coerente com a proposta em que foi eleito. Porém, ressaltou que não podemos nos colocar em uma condição social de campanha durante quatro anos, mas sim de discutir também o projeto de Estado que queremos.