Sem Segredo: ouvintes concordam com a proibição de refrigerantes e alimentos não saudáveis nas escolas
A partir da metade de julho deste ano, as escolas municipais de Educação Infantil e de Ensino Fundamental e particulares de Passo Fundo não poderão mais comercializar refrigerantes e alimentos gordurosos em suas cantinas. Não será permitido nenhum tipo de alimento nocivo à saúde. A nova regra foi proposta pelo vereador Saul Spinelli, aprovada pelo Legislativo municipal e publicada no Diário Oficial desta semana. A medida visa prevenir a obesidade infantil, diabetes e, até mesmo, câncer, além de estimular o consumo de alimentos saudáveis, tanto no ambiente escolar quanto no familiar. O cardápio oferecido nas instituições de ensino é um processo que também faz parte das responsabilidades do sistema educacional. O programa Sem Segredo de sábado perguntou se a nova regra é necessária e pode ajudar a melhorar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes.
Participaram do programa o vereador Saul Spinelli e a nutricionista Michelli Finger. A maioria dos ouvintes concorda com a proibição de refrigerantes e alimentos não saudáveis nas cantinas das escolas e acha que vai melhorar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Conforme a participação de um proprietário de cantina em escola particular, que já aboliu a venda desses alimentos desde agosto do ano passado, é preciso cuidar da saúde desde cedo para que no futuro, as crianças, não sofram com problemas de saúde.
O vereador Saul Spinelli afirmou que esta lei contou com o apoio de doutores e foi amplamente debatida, tanto que levou dois anos para ser aprovada. Declarou que o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) é quem definirá quais alimentos irão para as escolas, impondo, através de legislações municipais, estaduais e federais, o que pode ou não ser vendido nestes locais. Spinelli acredita que a lei não é uma proibição, mas sim, um ensinamento de como alimentar-se melhor para que no futuro não hajam consequências devido a uma má alimentação.
A nutricionista Michelli Finger considera uma questão de comportamento os hábitos alimentares das crianças e adolescentes. Segundo ela, eles evoluem ao longo dos anos e, com isso, mudanças devem ocorrer. A nutricionista declarou que atualmente as crianças e adolescentes ingerem muitos alimentos processados pela questão da praticidade que é oferecida a eles. De acordo com Michelli, isso agrega aos altos índices de doenças que cada vez mais atingem os jovens no Brasil e no mundo. A profissional acredita que um bom aconselhamento e cuidado com os hábitos alimentares devem começar de casa e serem levados às escolas, onde um auxílio adequado precisa continuar.