Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que Passo Fundo só deve ter Carnaval de Rua se for sem recursos públicos
O prefeito Luciano Azevedo anunciou na semana passada que Passo Fundo novamente não terá Carnaval de Rua neste ano. O motivo é a falta de interesse da iniciativa privada. Há alguns anos o Carnaval de Rua da cidade funciona nessa modalidade, sem recursos da prefeitura e com investimentos de empresas. Após a divulgação da nota oficial sobre o cancelamento, a Liga Independente das Escolas de Samba de Passo Fundo, que ficou sabendo da notícia através da Uirapuru, contestou a decisão da prefeitura. O tema foi debatido no programa Sem Segredo de sábado (12), que perguntou se este é o fim do Carnaval de Rua em Passo Fundo. Para a maioria dos ouvintes, a cidade só deve ter Carnaval de Rua de novo se o evento for realizado sem recursos públicos, pois acreditam que existem outras áreas que precisam de uma maior atenção, como a saúde, educação e segurança.
O secretário municipal de Cultura, Henrique Fonseca, explicou que foi criado um projeto de lei de incentivo federal para a viabilização do Carnaval de Rua. Foi buscada uma produtora cultural e apresentado um conjunto de ideias que seria colocado em prática com uma captação em torno de R$ 400 mil. No projeto aprovado, foi definido um formato diferenciado, onde o carnaval de Passo Fundo contaria a história das principais empresas do município. Fonseca declarou que estas companhias foram procuradas, porém, não foi possível a captação de recursos, que em 2019 seria em torno de R$ 500 mil, contando estrutura e a arte das escolas. Ele reconheceu que não foi dada a dedicação necessária. A justificativa das empresas, segundo o secretário, foi o comprometimento com outros projetos do município, o que impossibilitaria a participação delas no Carnaval deste ano.
A vice-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Passo Fundo, Maria da Graça dos Santos, explicou que a entidade não pediu dinheiro público, mas sim, uma ajuda pública. Afirmou que foi concordado com o prefeito de que receberiam auxílio para arrecadar fundos que pudessem tornar o Carnaval possível, o que, segundo ela, não aconteceu. Maria da Graça afirmou que a Liga esperava que as autoridades apoiassem a realização do evento, ajudando a encontrar empresas que participassem. De acordo com ela, a entidade não foi comunicada da decisão de cancelamento do carnaval junto a prefeitura. A vice-presidente acredita que a Liga seja muito “pequena” para chegar em empresários e solicitar ajuda financeira, por isso esperava um maior apoio por parte das autoridades.