Denúncias envolvendo médium João de Deus expõe espiritismo ao ridículo, afirma espírita
O caso envolvendo supostos abusos sexuais que teriam sido praticados pelo médium João de Deus tem recebido grande repercussão até fora do país. Conforme alguns relatos, as mulheres eram violentadas sexualmente durante atendimento espiritual particular, em sua sala, na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás. João Teixeira de Faria ficou internacionalmente conhecido por fazer cirurgias espirituais em milhares de pessoas, entre elas celebridades internacionais e políticos famosos. A partir das denúncias surgiram várias dúvidas sobre a seriedade do espiritismo, mediunidade e cirurgia espiritual.
A Rádio Uirapuru entrou em contato com o presidente da Casa Dias da Cruz de Passo Fundo, Paulo Eberhardt, para falar sobre o assunto. O espírita explicou que o médium é uma pessoa que tem capacidade para servir de intermediário entre os espíritos e as pessoas. No geral, nasce com esse dom para fazer o bem gratuitamente. Segundo Paulo, a mediunidade tem dezenas de expressões, desde a vidência à intuição. Também há médiuns para efeito físico com capacidade para promover uma cura, mas não precisam de nenhuma instrumentalização.
Paulo Eberhardt frisou que não há dúvida de que a mediunidade da cura existe, no entanto, essas cirurgias usando materiais, de forma que vão até contra a medicina, não é tarefa do espiritismo. Quando existe isso, é por uma decisão pessoal do médium, mas, a exemplo desse caso, acaba expondo ao ridículo o espiritismo, que é uma doutrina séria.
Paulo ressaltou que hoje vários centros oferecem cirurgia espiritual, mas na hora de procurar esse atendimento é preciso prestar atenção se a casa espírita possui vínculos com o movimento federativo.