HC aguarda empenho de R$ 3 milhões para viabilizar obra da nova emergência
Passo Fundo é um dos poucos municípios gaúchos onde a população ainda não sentiu a crise enfrentada pelos hospitais com a falta de recursos do governo. Pelo menos 40 cidades estão com graves dificuldades para dar sequência aos atendimentos do Sistema Único de Saúde. Para o Hospital da Cidade, agora Hospital de Clínicas (HC), 2018 foi um ano de vários projetos implantados, sendo um dos mais importantes a retomada da sobrevivência do Bezerra de Menezes, que marcou o envolvimento de toda sociedade, inclusive da Rádio Uirapuru.
Participando do programa Repórter do Povo de ontem (06), o administrador Luciney Bohrer destacou o projeto da reforma e ampliação do setor de Emergência, que vai proporcionar à população um atendimento digno. A obra inicia em janeiro do ano que vem. Ela está orçada em cerca de R$ 8 milhões. Através do Conselho Empresarial do Hospital foram arrecadados R$ 3 milhões e 200 mil. A ideia é chegar a R$ 4 milhões. Já existe uma verba aprovada no Ministério da Saúde no valor de R$ 3 milhões. A instituição aguarda o empenho até o final deste ano para que a obra seja viabilizada. Bohrer contou ainda que ao lado do prédio que está sendo construído na esquina do hospital, será erguido outro com cinco andares de garagem, sete salas cirúrgicas, dois andares de apartamentos e outros serviços que serão feitos no decorrer dos anos. O objetivo da direção do HC é, no futuro, implantar uma UTI cardiológica, uma UTI neurológica e serviços de UTI pediátrica.
O diretor técnico do Hospital de Clínicas, Juares Dal Vesco, destacou que ao longo dos anos o maior patrimônio conquistado pela entidade foi a credibilidade. Dal Vesco contou que foram criados serviços que pudessem dar sustentabilidade ao hospital e a Emergência foi ficando para trás. Mas ressaltou que desde abril, em parceria com o Ministério da Saúde e com o Hospital Sírio Libanês, o HC realiza um processo de gestão da sua emergência, em um espaço ainda muito reservado. Frisou que com o aporte financeiro do conselho empresarial será possível dobrar a área física da Emergência.