Ingresso de novos microempreendedores diminui desemprego em Passo Fundo e movimenta economia local
Para driblar os efeitos da crise econômica e o desemprego, muitos passo-fundenses trocaram de profissão em 2017 ou viraram Microempreendedores Individuais (MEIs). O MEI também foi uma alternativa para quem estava na informalidade e agora tem acesso ao sistema de seguridade social, como direito a aposentadoria e auxílio à maternidade.
Segundo o coordenador da agência do FGTAS/Sine, Sérgio Ferrari, pela primeira vez, depois de três anos, se contratou mais do que se demitiu em Passo Fundo. Hoje são entre 5 mil e 7 mil pessoas desempregadas na cidade, quando no passado eram 9 mil.
Ferrari contou que aqueles que optaram pela profissão liberal não tinham uma média salarial alta na empresa em que trabalhavam e hoje ganham mais, consomem mais, geram mais renda e contratações no seu próprio bairro.
O coordenador do Sine destacou que o MEI movimentou a economia da cidade e mudou a concepção de onde ter estabelecimentos comerciais. Hoje os bairros têm mais autonomia no comércio e na prestação de serviços. Para esse ano são esperados mais registros de microempreendedores e com eles a descentralização do comércio do Centro.
Ferrari frisou que os passo-fundenses que estão fora do mercado de trabalho devem ficar atentos aos grandes empreendimentos que estão surgindo na cidade e que vão oferecer oportunidades, como as obras no Aeroporto Lauro Kortz e da Avenida Brasil. Destacou que esse será um grande ano para Passo Fundo.