Adeus ao Mestre: JULIO ROSA
Ás 21 horas do dia 31 de agosto de 1944, em Porto Alegre nascia Júlio Rosa da Silva Profissionalizou-se como gráfico, atuando nos jornais Diário de Notícias e A Hora. Anos mais tarde, depois de trabalhar como caixeiro viajante, ingressou na Polícia Civil onde atuou durante 20 anos. Trabalhou em diversos municípios, encerrando suas atividades nas Delegacias de Polícia de Passo Fundo. Formou-se em Pedagogia pela Universidade de Santa Maria. No final da década de 70, em Passo Fundo Júlio, até então, só tinha tido experiência como repórter policial e nunca acreditou que seria destaque da grade de programação da rádio. Mas o seu empenho em ajudar o próximo o fizeram um dos nomes mais famosos não só da Rádio Uirapuru como da imprensa passo-fundense. O Negrão, como era conhecido pelos amigos e colegas de imprensa, fez parte da equipe da Rádio Uirapuru de 1981 a 1997. Foi vereador por três mandatos, atuando no legislativo do ano de 1989 a 2000. Religioso fervoroso era um defensor da família e acreditava que o exemplo vem de casa. Ele integrava o Ministério da Assembléia de Deus e exercia suas atividades espirituais nos hospitais, junto aos presidiários, os internos no Case e da Fazenda Manain, Peniel e Betel, além de ter sido integrante do Comade – Conselho Municipal de entorpecentes, entidade que congrega os Ministros Evangélicos de Passo Fundo. O diretor da Uirapuru, Jerônimo Fragomeni, lamentou a perda de Júlio Rosa, justamente no momento em que a família Uirapuru se recuperava do golpe sofrido com a morte do radialista Altair Carlos Colussi, no último sábado. Fragomeni, destacou a trajetória de Júlio Rosa, sendo um dos pilares presentes na fundação da Uirapuru. Disse que o radialista sempre teve uma alma bondosa e uma necessidade de fazer caridade. Jerônimo Fragomeni salientou que, hoje, a Uirapuru segue prestando serviço social à comunidade, uma atitude que iniciou através do trabalho de Júlio Rosa.