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Sem funcionários públicos brasileiros correm o risco de ver poderes públicos administrados por correligionários políticos afirma especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Segundo afirmou, esta semana, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB), os funcionários comissionados da Casa custam um sétimo do valor gasto com os salários dos servidores concursados. Essa foi a desculpa usada pelo senador para o fato de sua gestão ter aumentado a quantidade de nomeações por indicação política./ Ao longo dos nove meses em que Renan está presidindo o Senado, a Casa passou a ter mais servidores admitidos por meio de indicação política do que por concurso público. O Senado possui, hoje, 2.991 funcionários comissionados e 3.241 efetivos, de acordo com Renan. Entre janeiro e setembro deste ano, os comissionados custaram R$ 258,3 milhões aos cofres da casa legislativa. O valor, ainda de acordo com o presidente do Senado, é um sétimo do custo dos efetivos, que custaram R$ 1,9 bilhão no mesmo período. No entanto, conforme afirma o advogado Osmar Teixeira, se essa prática fosse adotada, de forma definitiva, os brasileiros correriam o sério risco de terem os seus poderes e órgãos públicos administrados apenas por correligionários políticos. Em sua opinião os funcionários públicos são necessários para que os trabalhos ocorram de forma apartidária e comprometida. Quanto aos custos e rendimento dos funcionários públicos, o advogado registra que o que seria necessário era uma melhor gestão desta, importante, mão de obra. Declarando que após passarem nos concursos, em muitas áreas, os funcionários são abandonados.

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