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Indígenas acampam em condições precárias na área da antiga CEASA: sem apoio da FUNAI, pedem ajuda da Prefeitura

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Na noite de terça-feira, dia 17, 32 famílias de indígenas que estavam acampados às margens da rodovia ERS 324, em Pontão, ocuparam os escombros do prédio da CEASA, localizado ao lado do Parque da Efrica, na BR 285. A reportagem da Uirapuru, com Lucas Cidade, esteve no local e pode perceber a situação precária em que o grupo se encontrava. Segundo depoimento do cacique Ibrail, eles ocuparam a área com o consentimento da Funai, do Ministério Público Federal e do Governo Estadual. Inclusive tiveram ônibus e caminhões para o transporte custeados para isso. Diz que a medida foi tomada visando a segurança dos indígenas, que corriam muitos riscos, pois estavam às margens da ERS 324, em Pontão. Além disso, ele apelou a prefeitura que doe colchões, roupas e alimentos, pois estão em uma situação precária. Cacique Ibrail comentou que já providenciaram materiais para a construção de suas casas temporárias. Os indígenas encaminharam um ofício ao estado, solicitando fornecimento de água e de luz.  Ao recorrer a Uirapuru para apelar ao prefeito de Passo Fundo, que em nada tem a ver com esse caso, que é de exclusividade dos governos federal e estadual, para conseguir donativos para as mulheres e crianças que estão passando fome e frio, o cacique Ibrail acabou confirmando o que já ficou muito evidente nessa discussão de terras: os indígenas estão sendo cada vez mais manipulados por grupos interesseiros. Infelizmente, neste caso, ficou confirmada a má sorte dessas pessoas que foram iludidas por quem nada quer além de autopromoção. Essa é a avaliação Procurador do Estado, Rodinei Candeia, que participou da programação da Uirapuru. Ele lembrou que esse grupo de indígenas foi levado por uma liderança para ocuparem uma área em Pontão. Originalmente eles pertencem a reserva de Serrinha, em Ronda Alta. Candeia explica que a própria Funai já definiu que Pontão não é área indígena e a justiça decretou o fim do acampamento que existia no município. Para o procurador, essas pessoas que estão acampadas nos escombros da CEASA foram usadas numa manobra política, sem que os órgãos competentes tomem alguma atitude. Rodinei Candeia diz que o Ministério Público Federal e a Funai devem providenciar, de imediato, a remoção desse grupo para sua aldeia e dar-lhes condições de sobrevivência. Para finalizar afirmou que encaminhará a matéria para ser discutida no grupo de trabalho indígena do Governo Estadual, para que sejam tomadas providências a fim de encontrar uma solução para essas 32 famílias.

 

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