Médico especialista em alcoolismo alerta: Para alcoólatra o primeiro gole sempre será fatal, mesmo após anos sem beber
Cerca de cem mil brasileiros, nos últimos seis anos, foram demitidos ou tiveram que ser afastados de seus empregos devido ao alcoolismo, conforme registra o Ministério da Previdência. A gravidade da doença acaba por afastar os dependentes do convívio familiar e na sequência do seu ambiente profissional. Além de causar problemas para Previdência, por deixar de contribuir e por fazer uso de benefício, eles deixam de participar do desenvolvimento do país, de contribuir para o seu crescimento, se tornando muitas vezes um problema social. Para se ter uma ideia, no ano de 2009, 13.797 pessoas foram afastadas do trabalho e receberam auxílio doença por causa do alcoolismo no Brasil. Em 2013 o número chegou a 16.480 mil desligamentos. Em Passo Fundo e na região o problema também é grande, segundo o psiquiatra Jorge Carrão, o álcool é a droga mais consumida pelos brasileiros. E conforme frisa o seu uso, de forma exagerada, traz sim prejuízo para vida profissional, pessoal e muitas vezes causa, ainda, graves danos físicos. A maioria, registra o médico, nega o problema e não percebe o quanto o álcool muda a sua forma de agir. Para se ter uma idéia, o psiquiatra revela que a cada 10 pessoas, hoje, uma acabará desenvolvendo a dependência. O melhor termômetro, para saber se a pessoa está ou não se tornando um dependente químico, é observar se ela faz uso excessivo da bebida e se os familiares já a estão aconselhando a parar. Ou seja, seu comportamento nocivo já é observado pelos demais. Carrão explica que o doente pode controlar o alcoolismo, como uma doença crônica. Mas se voltar a beber, mesmo que anos após ter abandonado o vício, a dependência retornará. Pois como ressalta, o alcoólatra apresenta uma alteração cerebral, que funciona como se fosse uma marca, que nunca deixará de existir. Então, caso ele volte a beber, mais dia, menos dia, os problemas também voltarão a ocorrer. Ele encerra registrando que existe solução para dependência. Sendo que, atualmente, na cidade muitas clinicas e profissionais tratam a doença que pode ser controlada e, desde que não beba, o dependente poderá levar uma vida normal.