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Cidade

Com baixa adesão, sindicatos locais protestam contra Reforma da Previdência e aguardam data da paralisação geral

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A expectativa do governo Federal é de aprovar a Reforma da Previdência até o final do ano. Entre quarta e quinta-feira o Executivo saberá se terá votos suficientes para colocar a proposta já em votação na semana que vem. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a matéria precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

 

Enquanto isso, as centrais sindicais de todo o país correm contra o relógio para pressionar os parlamentares a votarem contra a reforma.

 

Nesta terça-feira (5), em Passo Fundo, sindicalistas e representantes de diversas categorias se reuniram na Praça do Teixeirinha, pela manhã, para alertar à população sobre os impactos da Reforma da Previdência.

 

O texto prevê idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Para professores 60 anos e policiais 55 anos. O tempo mínimo de contribuição previsto é de 15 anos no setor privado e 25 anos no setor público. Ainda, para obter o direito à aposentadoria integral, será preciso contribuir por 40 anos, tanto para o setor público como o privado.

 

Em entrevista à Uirapuru, o presidente do CPERS de Passo Fundo, Orlando Marcelino, explicou que a reforma ataca e retira muitos direitos dos trabalhadores, principalmente somadas as já aprovadas Reforma Trabalhista e Lei da Terceirização. Destacou que é importante, nesse momento, que todos se mobilizem para evitar que a proposta passe na Câmara dos Deputados.

 

Além da concentração na praça, os manifestantes também distribuíram panfletos à comunidade.

 

O professor Marcelino disse que para a semana que vem será organizada uma greve geral, onde todos os setores da cidade vão parar, como transporte coletivo urbano, escolas e comércio.