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Cidade

Serviço de guarda subsidiada de Passo Fundo é modelo para o Brasil, afirma secretária-adjunta da SEMCAS

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nos últimos anos, Passo Fundo tem avançado no trabalho de acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos. Em 2013, as quatro casas de acolhimento atendiam 100 menores. Hoje apenas 46.

 

No Repórter do Povo e a Municipalidade de sábado (11), a secretária-adjunta de Cidadania de Assistência Social (Semcas), Elenir Chapuis, explicou que a prefeitura quer diminuir cada vez mais o acolhimento de crianças e adolescentes nas instituições, o que tem sido possível por meio de dois programas, que tem mostrado bons resultados.

 

São eles: Família Acolhedora e Guarda Subsidiada. Pelo Família Acolhedora, em uma parceria com o município, famílias se propõe a acolher crianças e adolescentes durante o período em que ocorre o processo jurídico deles, que vai decidir se retornam à família de origem ou se irão para a adoção. As participantes desse programa não podem estar na lista para a adoção.

 

Elenir ressaltou que há um grande ganho para os assistidos porque eles recebem um cuidado exclusivo em um momento de maior fragilidade das suas vidas.

 

Já a Guarda Subsidiada acontece com as famílias extensas ou ampliadas, formadas por parentes próximos ou que a criança ou adolescente tenha vínculos de afinidade e afetividade. Nesse período a família recebe um subsídio do município. Pelo menos 17 menores são atendidos no Guarda Subsidiada. A secretária-adjunta ressalta que esse programa é modelo no Brasil. O município foi convidado para falar sobre a experiência em Brasília em junho.

 

O Guarda Subsidiada é o único programa que não está ainda nas normativas dos serviços da assistência social e está sendo construído em nível nacional. Elenir frisa que o projeto tem trazido muitos benefícios, principalmente por garantir aos acolhidos o direito ao convívio familiar e comunitário, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.