Novo mínimo aumenta poder de compra dos trabalhadores
O reajuste de 9% do salário mínimo, que passou de R$ 622 para R$ 678, no dia 01, deverá injetar R$ 32,7 bilhões na economia em 2013, calcula o Dieese (Departamento Intersindical da estatística e Estudos Socioeconômicos). A arrecadação tributária aumentará em R$ 15,9 bilhões sobre o consumo de cerca de 45,5 milhões de pessoas, que têm rendimento referenciado no salário mínimo. Desta forma, segundo o Ministério da Fazenda, haverá um aumento no poder de compra do trabalhador.
De acordo com a economista Cleide Moreto, nos últimos cinco anos, foi registrado o maior aumento do poder de compra do mínimo. Em sua opinião, esse aumento da massa salarial é positivo e faz parte de um pacote de medidas do Governo Federal que visam incentivar o consumo.
Esse é o lado bom da notícia, mas conforme explica Cleide, em economia a balança sempre pesa para os dois lados.
O aumento irá causar aos cofres da previdência um impacto anual de 12,3 bilhões de reais. Outro setor que não está satisfeito com a mudança é o patronal, que deverá sofrer um desincentivo, contratando menos.
Além disso, muitos trabalhadores também estão descontentes, pois para eles o aumento está longe de ser o suficiente. Segundo o Dieese para que uma pessoa consiga satisfazer todos os gastos, englobando de alimentação a lazer, o salário, hoje, no Brasil, deveria girar em torno de 2.400 reais.