Políticos investigados e condenados se mantêm no poder e dificultam aplicação da lei da Ficha Limpa
De acordo com informações divulgadas na mídia, hoje um terço dos presidentes de Assembléias, no país, têm pendências judiciais. Eles assumiram por terem sido protegidos por colegas ou por recursos em andamento, mesmo se enquadrando nos critérios de ficha suja ou com devendo a Justiça. Foram identificados nove presidentes eleitos que já foram condenados ou respondem a processos.
No levantamento, a reportagem encontrou casos de condenações contra presidentes dos Legislativos de Mato Grosso, Roraima, Paraíba, Alagoas, Espírito Santo e Minas Gerais, além de acusações contra os do Rio, Acre e Piauí. Por isso, segundo o advogado Osmar Teixeira, a Ficha Limpa encontra tanta resistência para funcionar de fato e de direito no Brasil.
Segundo ele, como os chefes das casas responsáveis por perpetuar a democracia, estão envolvidos em casos de improbidade e com problemas judiciais, fica difícil que a Ficha Limpa se torne uma realidade.
Com estes processos eletivos, Teixeira que parabeniza a Justiça Eleitoral Gaúcha pela ação, acha que o perfil destes políticos pode se tornar mais ético e mais voltado aos interesses da comunidade.