Tatuagem indica que preso por matar passo-fundense na Ponte da Amizade é membro do PCC
Caso que chocou e trouxe comoção á comunidade de Passo Fundo pode estar prestes chegar ao fim. Foi preso, na ultima quarta-feira (20), em Foz do Iguaçu, Paraná, um homem suspeito de ser o autor do tiro que matou a passofundense Noiara Elisabete Bonatto de Souza, 27 anos.
O crime aconteceu na manhã do dia 12 de janeiro, quando Noiara em companhia de seu namorado viajava para compras no Paraguai. Por volta das 6 horas da manhã os dois atravessavam a ponte da Amizade, onde teriam acesso ao outro país.
O tiro atingiu Noiara no abdômen. Após 30 dias de investigações a polícia daquele estado conseguiu chegar até um suspeito.
Uma denuncia anônima indicou que o homem estaria escondido em uma casa no bairro Lagoa Dourada, região das Três Lagoas. Detido, ele informou um nome falso, mas após apuração ele foi identificado como Edson Canales Junior, 22 anos, natural de São Paulo.
A Uirapuru conversou com a autoridade que cuida do caso, delegado da 6° SDP de Foz do Iguaçu, Getulio de Moraes. Ele informou que o suspeito possui um mandado de prisão aberto pela 3° Vara Criminal de Marília, São Paulo. Após a prisão foi constatado que o homem possui duas tatuagens que funcionam como um código no mundo do crime.
Uma delas é um palhaço, que no crime identifica um assassino de policiais. Outra é a tatuagem de um macaco que simboliza que a pessoa é membro da organização criminosa PCC. O delegado falou, ainda, que desde o primeiro dia do crime a policia Civil iniciou uma intensa procura pelos autores e afirmou que o crime foi o pior cometido a um turista em Foz do Iguaçu, por isso parcerias com policiais do Paraguai estão sendo muito valiosas na solução do caso.
A polícia enviou fotos para o namorado da vitima fazer o reconhecimento, porém testemunhas que estavam no local e presenciaram o crime afirmaram não ser o mesmo homem. O suspeito segue preso em virtude do mandado de prisão expedido pela justiça de São Paulo, de onde ele é natural. O delegado Getúlio de Moraes Vargas acredita que ele tenha se refugiado em Foz do Iguaçu pela facilidade em cometer crimes e se esconder no Paraguai.