A rotação de culturas como ferramenta eficaz no controle de pragas
A rotação de culturas, a prática mais antiga no controle de pragas continua sendo a mais eficiente entre os métodos culturais de evitar prejuízos na lavoura. Ela consiste no cultivo alternado de espécies vegetais diferentes no mesmo local e na mesma estação anual. Assim, numa mesma lavoura durante o inverno, por exemplo, podem ser cultivadas alternadamente duas espécies de cereais, como o trigo e a aveia. Também pode ocorrer o cultivo intercalado de diferentes espécies, na mesma lavoura, mas em diferentes estações, constituindo a sucessão anual.
Num modelo prático, alternância entre milho e soja de um ano para o outro é a mais utilizada pelos agricultores. Cristiano Pierdoná, produtor na localidade de Santo Antonio do Capinzal, distante 9 quilômetros do centro de Passo Fundo, não abre mão desse sistema, que além de trazer boa produtividade requer alguns cuidados para que toda a lavoura seja beneficiada.
Além de proporcionar a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, se adotada e conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo; auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e pragas; repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos e ajuda a viabilização do sistema de semeadura direta e dos seus efeitos benéficos sobre a produção agropecuária e sobre o ambiente como um todo.
“Nesse planejamento é necessário considerar que não basta apenas estabelecer e conduzir a melhor sequência de culturas, dispondo-as nas diferentes glebas da propriedade. É necessário que o agricultor utilize todas as demais tecnologias a sua disposição”, explica. Neste caso diz que é indispensável adotar algumas práticas: controle de erosão, calagem, adubação, verificar a qualidade e o tratamento de sementes, a época e densidade de semeadura e as cultivares adaptadas.
Em sua propriedade, o milho plantado numa área de aproximadamente 150 hectares, mesmo com as geadas tardias do mês de setembro último, obteve boa produtividade. Já a cultura do soja, que está em desenvolvimento final da vagem, deverá apresentar uma das maiores produtividade da história. “Cuidei para realizar todas as aplicações de herbicidas e pesticidas no período indicado e tenho a esperança em bons resultados.