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Cidade

Construção civil começa a recuperar empregos após dois anos de demissões

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O novo cenário econômico afetou diretamente a construção civil brasileira. O mercado viveu o chamado boom imobiliário, incentivado pelas facilidades de financiamento, mas, quando a bolha estourou, muitos prédios ainda estavam por ser entregues ou prontos para o comércio, o que gerou uma oferta maior do que a procura, em um primeiro momento.

 

Outro reflexo era que, quando no período de ouro da construção, faltava mão de obra no mercado e quem estava empregado ganhava muito bem.

 

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Passo Fundo, entre os anos de 2010 e 2014 o setor gerava média de 300 novos postos de trabalho por ano. Mesmo pessoas com pouca qualificação estavam empregadas. A partir de 2015 esse cenário se inverteu e a construção civil entrou numa fase de retração e corte de empregos. Entre 2015 e 2016 o saldo negativo de vagas (diferença entre demissões e contratações) ficou superou 400 empregos, no pior momento dos últimos sete anos.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Passo Fundo, Luiz Osório citou que as baixas vendas são um entrave, pois sem desafogar o mercado novas obras não iniciam. “A construção civil historicamente absorveu trabalhadores de outros setores, que viam neste trabalho uma oportunidade. Hoje a situação é bem diferente, pois sem emprego muitos acabaram saindo da construção civil para trabalhar na informalidade, até mesmo utilizando o que aprenderam na nova profissão”, ressaltou.

 

O sindicalista acredita que metade dos trabalhadores da construção civil de Passo Fundo esteja fora do mercado formal ou desempregada. “Quem ficou no emprego faz parte de um grupo qualificado e com agenda cheia para obras, enquanto os demais acabaram deixando o setor. A crise também serviu para qualificar a mão de obra”, afirmou.

 

A expectativa para o encerramento desse ano já mostra que a construção civil, que já chegou a ser o terceiro setor que mais empregava no município, está recuperando. De janeiro a agosto o saldo ainda é negativo de vagas, mas bem menor do que o registrado nos dois anos anteriores.

 

Entre contratações e demissões apenas 41 postos foram fechados. Novos empreendimentos estão sendo lançados em Passo Fundo e a tendência é que o setor volte a apresentar números positivos para 2018.