Trabalho digno e família unida são soluções apontadas pelos ouvintes para coibir criminalidade na adolescência
Nós últimos dias muito se tem falado sobre os direitos e deveres dos jovens e adolescentes. Tem se debatido o Estatuto da Criança e do Adolescente, a questão da maioridade penal e de quem é a responsabilidade de educar e encaminhar os jovens. Tudo isso devido a casos de violência contra professores, cometidos por adolescentes e, mais especificamente, o aumento de crimes, com requintes de crueldade, cometidos por jovens. O que mudou, será que hoje eles tem muita liberdade e poucas responsabilidades? O que faz com que eles, cada vez mais, apresentem comportamentos agressivos? Para responder essas e outras questões, o Sem Segredo de sábado, dia 20, trouxe a promotora de justiça, Cleonice Ayres e o ex-conselheiro tutelar, Antonio Jorge.
A promotora fez questão de ressaltar que os jovens precisam de oportunidades iguais. Segundo ela é preciso que se tenham um mesmo olhar para adolescentes, de todas as classes sociais, o que é direito de um, tem que ser direito do outro, pobres e ricos tem que ter possibilidades iguais, garantidas pelo governo. Além disso, Cleonice frisa o importante papel da família.
Ela encerra informando que hoje, adolescentes de 14 anos podem trabalhar como aprendizes. Mas é essencial que o Estado invista em programas e formas de beneficiar os jovens para que eles não caiam na criminalidade. No caso de jovens que cometem atos infracionários, a promotora garante que as punições existentes são adequadas e que a partir dos 12 anos as penalidades começam a ser aplicadas.
Ela encerra informando que hoje, adolescentes de 14 anos podem trabalhar como aprendizes. Mas é essencial que o Estado invista em programas e formas de beneficiar os jovens para que eles não caiam na criminalidade. No caso de jovens que cometem atos infracionários, a promotora garante que as punições existentes são adequadas e que a partir dos 12 anos as penalidades começam a ser aplicadas.
Já o ex-conselheiro tutelar, explica que antigamente os profissionais que trabalham com os adolescentes tinha mais autonomia, atualmente, eles estão muito limitados, por códigos e leis, o que acabaria beneficiando jovens infratores.
Para os ouvintes, trabalhar na adolescência, desde que respeitando os direitos dos jovens é muito positivo. Segundo a maioria, a partir de trabalho e também de um pai e uma mãe que participem é possível que os jovens aprendam a importância de ter responsabilidade, desde cedo. De acordo com os participantes os jovens modernos não tem limites, acham que podem tudo e isso precisa mudar, mudança que começa em casa, na base familiar.