Para secretário municipal de saúde importar médicos não é a solução para falta de profissionais no SUS
Vêm causando polêmica em todo País as declarações do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a contratação de médicos de outros países para suprir a demanda destes profissionais no interior, nas regiões periféricas e carentes. No Brasil hoje, existem 1,8 médicos para cada mil habitantes, enquanto em outros países essa relação é de 4 médicos.
Ainda, segundo o ministro, atrair médicos para regiões mais carentes é uma das principais reivindicações dos prefeitos. Passo Fundo tem lutado para suprir o seu quadro de médicos no setor público, no entanto, para o secretário de Saúde, Artur da Rosa Filho, importar médicos não seria a forma mais adequada de resolver a questão. Ele revela que prefere apostar em outras iniciativas do Ministério da Saúde, como estruturar os serviços de saúde e ampliar o número de vagas nos cursos de medicina.
Ou no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que oferece salários mensais de R$ 8 mil e pontos na progressão de carreira dos médicos que vão para o interior e as periferias.
O secretário também ressalta que hoje existem 100 médicos no quadro municipal e como todo ano se formam, na cidade, pelo menos 80 médicos, a falta de profissionais não é o problema, mas sim a falta de investimento nestes profissionais.