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Geral

Ex Promotor Cláudio Britto afirma: na Fraude do Leite todos os elos da cadeia produtiva podem ser penalizados

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A fraude no leite vendido, em todo o Rio Grande do Sul, trouxe à tona um verdadeiro jogo de responsabilidades entre as entidades envolvidas, diretamente, com cada produto adulterado. Em uma investigação do Ministério Público foi constatado que os transportadores de leite adulteravam o produto antes de chegar á industria. As empresas de beneficiamento do leite defendem-se afirmando que a fraude foi cometida fora do controle interno e de sua responsabilidade.

Já o ministério publico está responsabilizando vários envolvidos com todo o processo de produção do leite. A Uirapuru conversou com o promotor de justiça aposentado e jornalista, Claudio Britto, que explicou sobre a amplitude da responsabilidade solidária. Conforme ele a responsabilidade por danos causados, através de produtos ou eventos vai muito além da industria. Brito faz alusão ao caso da boate Kiss, onde os donos do local e a banda foram responsabilizados. 

No caso, não adianta as empresas afirmarem que não tinha conhecimento, afinal elas deveriam ter feito testes de qualidade. Além disso, os estabelecimentos que compram o leite também poderiam se informar. Ou seja, toda a cadeia produtiva, de uma forma ou de outra, tem culpa, uns diretamente, outros de forma menos óbvia. Mas todos podem e devem responder por isso, ressalta o ex promotor.

Ele explica, ainda, no que se refere a responsabilidade solidária, que até mesmo empresas de comunicação podem ser responsabilizadas. Quando anunciaram um evento, por exemplo, possuem uma parcela de responsabilidade já que estão emprestando sua marca e credibilidade ao evento.