BR 285: Duplicação e alta velocidade
Após quase dois de obras, a duplicação de cerca de 2,5 km da BR 285 no perímetro urbano de Passo Fundo está praticamente concluída. A fase agora é de término da sinalização e ajardinamento. A obra gerou muitas criticas pela demora em ser concluída e pelos transtornos causados nesse período. No entanto, é preciso reconhecer que a duplicação já está cumprindo com a sua finalidade de oferecer melhores condições para o tráfego dos veículos e ainda mais segurança para os pedestres, que agora contam com passarela e um túnel no trajeto.
O valor investido chegou aos R$ 13 milhões para duplicar o trecho entre o trevo de acesso a perimetral da ERS 324 e a Universidade de Passo Fundo (UPF). Existe ainda um projeto que pretende estender a duplicação até Carazinho, num total de aproximadamente 50 km.
De acordo com o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da 8ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Passo Fundo, Rodrigo Calegari, a obra já representou melhora significativa no trânsito. No entanto, o policial diz que a preocupação agora é com a velocidade dos veículos e, por conseqüência, com os acidentes. “Percebemos que alguns motoristas estão abusando na velocidade. Já registramos acidentes nos trevos com UPF, ERS 135 (saída para Coxilha) e o Bairro São José.
Os motoristas precisam ter atenção ao sair da rodovia e acessar a via secundaria ou vice-versa”, destacou. A velocidade máxima permitida no trecho é de 60km/h.
Calegari cita ainda que o fluxo diário de veículos fica entre 8 a 10 mil, principalmente em virtude das aulas na UPF. “Por isso estamos preocupados com os acidentes, pois com o excesso de velocidade e o maior número de veículos, os perigos também são maiores”, disse.
Passarela e túnel: pouco utilizados
A novidade na duplicação da BR 285 foi a construção de uma passarela, próximo ao acesso do Bairro São José e um túnel, em frente ao antigo Patronato. Construídos para dar maior segurança aos pedestres, estes dois sistemas estão sendo pouco utilizados. “A localização até pode ser que não seja a ideal. Mas, mesmo que estivessem em outros pontos, acredito que a população também não estaria utilizando porque não tem esse costume”, avaliou o policial.
No trecho duplicado a rodovia é dividida por muretas para evitar a travessia do pedestre pela via. No entanto, em dois pontos existe essa possibilidade, já que foram deixados espaços entre as muretas. “Estamos avaliando, se percebemos que o risco na travessia será maior, vamos solicitar ao DNIT o fechamento”, afirmou Rodrigo Calegari. O policial diz ainda que, por habito, os pedestres sempre buscam atravessar a rodovia pelo modo mais fácil, mesmo o perigo seja maior.