Bilhetagem eletrônica nos ônibus: modernidade ainda distante do alcance dos passo-fundenses
O transporte coletivo de passageiros em médias e grandes cidades vem passando por um rápido processo de modernidade. A implantação de sistemas de bilhetagem eletrônica está ganhando espaço rapidamente neste setor, sempre tão criticado por muitas vezes não oferecer um serviço de qualidade aos usuários e um preço considerado elevado em algumas regiões.
São diversos exemplos espalhados pelo Brasil à fora onde a chegada da modernidade trouxe mais segurança para passageiros e trabalhadores, maior fiscalização por parte das empresas e poder concedente, e além disso, tarifa mais em conta com a possibilidade de uma mesma passagem ser utilizada em mais de uma linha, através de um sistema de integração. Passo Fundo, há alguns anos, por iniciativa do poder público, vem tentando sem sucesso implantar a bilhetagem eletrônica.
Na gestão anterior na Prefeitura foi inclusive publicado um decreto que regulamentava esse sistema, estabelecendo prazos para sua funcionalidade. As empresas prestadoras desse serviço chegaram a assinar contratos para dar início a bilhetagem eletrônica. No entanto, por causa de uma ação movida por um sindicato e também pela UAMPAF esse decreto foi suspenso na justiça e o processo de implantação foi paralisado. Enquanto isso, seguem os assaltos sendo registrados diariamente, colocando em risco a vida dos trabalhadores, e também as fraudes na venda ilegal de passagens que alimentam um mercado negro prejudicial para todo o sistema.
Após não conseguir reverter a decisão no judiciário, o ex-prefeito Airton Dipp, antes de entregar o cargo, anulou todos os efeitos desse decreto no fim do ano passado. Praticamente seis meses se passaram e a bilhetagem eletrônica nos ônibus de Passo Fundo está em compasso de espera, atrasando o acesso da população a esse mecanismo que traria inúmeros benefícios.
De acordo com Cristian Thans, secretário municipal de Transportes e Serviços Gerais, essa proposta não foi abandonada pela gestão que assumiu a prefeitura em janeiro. Diz que por orientação do prefeito Luciano Azevedo será criado um grupo de estudos, formado com integrantes da administração municipal e das empresas permissionárias.
O secretário não estabelece prazos para a implantação da bilhetagem, citando que é esse grupo de estudos que fornecerá os subsídios necessários para que quando esse processo for novamente desencadeado não sofrer mais com ações judiciais ou outros entraves.