Projeto que institui o Dia Municipal Contra a Homofobia gera discussão forte entre vereadores
O vereador Eduardo Pelicioli (PSB) apresentou na Câmara o projeto de lei que institui em Passo Fundo o Dia Municipal de Combate a Homofobia. Em sua justificativa, o parlamentar citou que a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, retirou da lista de doenças a homossexualidade, declarando que não se constitui em distúrbio ou perversão. Em virtude disso, foi definido o dia 17 de maio como o “Dia Internacional de Combate à Homofobia”, o que está sendo apresentado agora na forma de uma lei municipal.
Ao ocupar a tribuna da Câmara, o vereador Sidnei Ávila (PDT), ligado a Assembleia de Deus, e que já se posicionou contrário a união homossexual, se mostrou indignado com o fato de Peliciolli ter citado em seu projeto que a religião e a fé das pessoas são instrumentos de homofobia, comparando os evangélicos com grupos violentos e agressivos.
Exaltado, Ávila sustentou que os religiosos são da paz, não são homofóbicos ,mas jamais deixarão de defender a família composta de homens, mulheres e filhos. Disse que a comparação com skinheads é uma agressão aos evangélicos.
Peliciolli também discursou e fez questão de falar na tribuna que o colega vereador Sidnei Ávila estava sendo hipócrita ao tentar confundir o público.
Disse que não comparou a igreja a grupos violentos, mas que o fanatismo das pessoas pode gerar o preconceito e a discriminação.
As bancadas do PC do B e do PT anteciparam o voto e se posicionaram a favor do projeto de Peliciolli. Em plenário, a votação ainda não tem data para acontecer, pois a proposta precisa antes ser analisada pelas comissões permanentes da Câmara Municipal.