Após decisão polêmica da justiça acusados de incêndio na boate Kiss são soltos
Uma notícia indignou os gaúchos e, especialmente, os familiares das vítimas da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria. Os sócios-proprietários da boate e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira foram soltos na tarde de quarta-feira, dia 29.
A liberdade provisória foi concedida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Os sócios Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão foram liberados do presídio.
O advogado Osmar Teixeira, explica que entende o choque e a comoção causadas pelo incêndio e por tudo que envolve as tristes ocorrências da Boate Kiss, no entanto, neste caso embora a conduta das pessoas tenham resultado nas mortes elas não trabalharam neste hipótese conscientemente. Mas ele ressalta que isso não significa inocência, eles apenas responderão em liberdade.
Sobre a possibilidade de fuga dos imputados, o advogado registra que restrições são impostas, como retenção de passaporte e impedimento de viagem. O incêndio na boate Kiss aconteceu na madrugada do dia 27 de janeiro, depois que os músicos teriam usado efeitos pirotécnicos na apresentação. A tragédia deixou 242 pessoas mortas e mais de 100 feridas.