Deputados gaúchos se unem e rejeitam projeto que define regras para fundo de participação dos estados
Foi rejeitado pela Câmara dos Deputados, ontem, projeto de lei que revisava as atuais regras de repasse do FPE (Fundo de Participação dos Estados).Para ser aprovada a proposta precisava de ao menos 257 votos favoráveis, mas obteve apenas 218.
Agora o prazo até 23 de junho está vencendo e nenhuma atualização foi definida. O projeto mantinha até 2015 as atuais regras de repasse, deixando para 2016 a aplicação de uma nova fórmula. O FPE é formado por 21,5% da arrecadação do IR (Imposto de Renda) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Hoje a distribuição é feita conforme a renda per capita de cada estado, em benefício dos mais pobres.
As regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste receberiam, com as novas regras, 85,4% dos recursos, enquanto Sul e Sudeste ficariam com 14,6%. Durante a votação parlamentares do Sul e do Sudeste se rebelaram contra a proposta, porque ela diminuiria os recursos dos estados da região, principalmente do Rio Grande do Sul. Os gaúchos, tendo como líder o deputado do PSB, Beto Albuquerque, tentaram aprovar uma emenda que alterava os índices, o que garantiria mais recursos ao Rio Grande do Sul.
A emenda foi derrubada, mas, com os votos contrários de deputados do Sul e de alguns do Sudeste, o texto aprovado pelo Senado também não obteve os votos necessários. Beto falou aos ouvintes da Uirapuru, na manhã de ontem, e ressaltou que com a alteração o estado perderia verbas anuais no valor de R$ 500 milhões e que isso seria inadmissível.
Ele também informou que o congresso não terá tempo hábil para aprovar novo projeto, o que fará com que a decisão fique a cargo do Superior Tribunal Federal.
Aproveitando a oportunidade Beto falou sobre a questão da flexibilização da Voz do Brasil, dizendo ser favorável.
Segundo explica se aprovada a mudança determina que as emissoras de rádio possam escolher transmitir o programa entre as 19h e às 22h. O que para o deputado é mais democrático e possibilita que a programação não fique engessada. Finalmente, o líder do PSB no legislativo federal, falou sobre a possibilidade do prefeito Luciano Azevedo deixar o atual partido, PPS e compor com o seu partido.