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Geral

Polêmica: ‘Cura Gay’ divide opiniões e reacende debate sobre homossexualidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Em meio ao fervor de manifestos que tomam conta do Brasil, onde milhares de pessoas estão indo as ruas, foi aprovado na ultima segunda-feira (18) o polêmico projeto do deputado pastor Marcos Feliciano, denominado Cura Gay. O projeto permite o tratamento psicológico de homossexuais, definindo o comportamento como uma doença que pode ser curada por meio de terapia.

Em 1990, a Assembléia Mundial da Saúde aprovou a retirada da homossexualidade da classificação de doenças, decisão adotada pela Organização Mundial da Saúde. Como primeira medida para viabilizar o tratamento psicológico foi alterada a normativa que proibia a intervenção psicológica, podendo agora o psicólogo agir livremente, estudar e avaliar a orientação sexual.

O estudante de psicologia e coordenador de comunicação do Plural Coletivo LGBT de Passo Fundo, William Guimarães, classificou como um retrocesso o tratamento do comportamento gay como doença. Para ele, ser homossexual não é uma doença.

Procurado pela Uirapuru o vereador defensor da causa evangélica, Sidnei Ávila, destacou que o projeto é benéfico e não obriga os gays a passarem por um tratamento psicológico. Ele explica que a pessoa que tiver um comportamento homossexual e não sentir-se feliz com isso pode, agora, buscar ajuda de profissionais para reverter à situação.

A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) diz que vai mobilizar o governo para que o projeto seja vetado e não entre em vigor. Em resposta o deputado pastor Marcos Feliciano ameaçou a ministra com o que ele classificou ser uma rebelião da bancada evangélica, composta por 80 parlamentares.