Para presidente do Simers médicos importados não resolvem caos na saúde
Mesmo com a pressão do Conselho Federal de Medicina, o governo brasileiro não parece recuar da decisão de trazer médicos do exterior. Tanto que em seu pronunciamento, realizado no dia 24, a presidenta Dilma Rouseff, mais uma vez tocou no assunto, como uma das soluções para a saúde no Brasil. Enquanto entidades médicas põem em dúvida a qualidade da formação no exterior, o Executivo pensa em como resolver, de forma emergencial, a questão nas áreas mais carentes.
Se a ideia vingar, podem vir médicos de cuba e regiões interioranas serão as escolhidas para receber os profissionais estrangeiros. Para Dr. Paulo de Argolo Mendes, presidente do SIMERS, médicos de fora não vão resolver o caos em que se encontra a saúde no País. Postos com goteiras, atendimentos realizados em macas ou mesmo no chão, segundo Argolo não são problemas resolvidos com mais médicos e sim com investimentos.
Ele ressalta que o Brasil não tem falta de médicos, o que existe é falta de médicos no SUS, o que conforme explica se dá porque os profissionais além de não terem incentivo financeiro para trabalhar no interior, não possuem plano de carreira e ficam a mercê da vontade de políticos.
Sobre o texto que regulamenta o exercício da medicina e estabelece quais atividades serão privativas dos médicos, como a formulação de diagnósticos e prescrição terapêutica, conhecido como Ato Médico e aprovado pelo Senado no dia 18, Argolo registrou que as mudanças fazem apenas valer o bom senso.
O texto aprovado acolheu alguns pontos inseridos pela Câmara dos Deputados e rejeitou outros. A matéria segue agora para sanção ou veto da presidenta Dilma Rousseff.