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Geral

Reforma política é responsabilidade do Congresso, afirma advogado Itamar Basso

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã de hoje o jurista e membro do Conselho Estadual da OAB, Itamar Basso falou aos ouvintes da Uirapuru sobre as mudanças pelas quais estão passando o País. Ele ressaltou a importância de que a população fique atenta para as diferenças, por exemplo, entre plebiscito e referendo. A primeira forma de participação, conforme explica é apenas uma votação, onde se decide se as pessoas são a favor ou contra a reforma.

A partir daí o Congresso transforma a questão em lei. Já no referendo, o Congresso realiza um modelo de reforma e o documento é submetido à população.
Sobre o atual clima político, o advogado ressalta que é preciso empenho, as reformas não podem mais ser empurradas para frente.

Para ele, tanto a reforma política quanto a tributária são essenciais, mas registra que a questão política no momento está em evidência. No entanto, ele faz uma ressalva, é importante que haja uma mudança urgente no cenário político, mas lembrando um discurso de Jeferson Peres, que afirmou ser o parlamento brasileiro o pior que já participou, que a culpa não é somente dos políticos, mas sim de quem os coloca lá e os reconduz a cada eleição.

Por isso as reformas tem que ser feitas, mas sempre sem esquecer a nossa parte de responsabilidade.
No que se refere a reforma tributária, Basso falou sobre a urgência em desonerar a folha de pagamento dos empresários. Para ele os empresários hoje são mágicos, pois conseguem obter lucro mesmo com a alta carga tributária imposta. Situação agravada no Rio Grande do Sul, que tem perdido empresas para outros estados.

Encerrando o jurista frisa, também que esse é o momento de retomar a renegociação da dívida do estado. Ele informa que existe a vontade do governo federal de tratar a questão e se diz satisfeito por saber que foi no interior gaúcho que o assunto surgiu e hoje ganha relevância nacional.

Por tudo isso, o advogado garante que essa movimentação popular é positiva, mas destaca que é preciso que todos fiquem atentos para que interesses escusos não façam uso dos manifestantes.