No Sem Segredo opiniões divididas e polêmicas sobre a participação de partidos políticos nas manifestações de rua
A Greve Geral, que paralisou a cidade na última quinta-feira, dia 11, foi o tema do Sem Segredo deste final de semana, trazendo polêmica aos microfones da Uirapuru. Diferente das manifestações que vinham ocorrendo, sem identificação de partidos ou bandeiras sindicais, esta manifestação foi organizada por centrais sindicais e partidos de esquerda. Mesmo reforçando as reivindicações do povo feitas nos protestos anteriores, pelo fim da corrupção, por mais saúde, educação, postos de trabalho, passe livre nos ônibus para estudantes e desempregados, foi possível observar a participação de partidos e entidades de classe.
A pergunta feita aos ouvintes foi se a participação de partidos e sindicatos fortalece ou enfraquece os atuais movimentos. Os ouvintes ficaram divididos, enquanto alguns eram a favor da participação de partidos e entidades, que há anos já estão nesta luta, outros se mostram contrários, pois para eles os partidos são justamente o problema do Brasil e as entidades sindicais são ligadas a partidos. Debatendo o tema no estúdio estavam o representante do Com Lutas e militante do PSTU, Bradimir da Silva e o ex-vereador, Marcos Susin.
Para Bradimir a presença de partidos e sindicatos é justa e legítima. Segundo explica, a revolta contra os partidos tem razão de ser, devido à corrupção que hoje toma conta do país. No entanto existem entidades sérias.
Já o ex-vereador e empresário, Susin, de forma enfática fez questão de registrar que as manifestações têm que ser espontâneas e não impostas. Por isso ganham mais credibilidade quando vem das ruas e não orquestradas por partidos políticos. Salientou que esse é posicionamento também de seu partido, que acredita na liberdade de escolha e na iniciativa privada, para colocar o Brasil nos trilhos.
Já o ex-vereador e empresário, Susin, de forma enfática fez questão de registrar que as manifestações têm que ser espontâneas e não impostas. Por isso ganham mais credibilidade quando vem das ruas e não orquestradas por partidos políticos. Salientou que esse é posicionamento também de seu partido, que acredita na liberdade de escolha e na iniciativa privada, para colocar o Brasil nos trilhos.
Muitos foram os questionamentos e perguntas dos ouvintes, mas em determinado momento, duas questões elevaram os ânimos dos participantes. Para Bradimir, perguntaram se o PSTU seria o PT de tempos atrás e a Susin questionaram o porquê não se vê bandeiras de direita em manifestações. O debate se acirrou na hora das respostas.
Encerrando os dois participantes ressaltaram seus posicionamentos, mas agradeceram a oportunidade de realizar um debate democrático sobre o assunto. Os dois concordaram em um ponto, o de que as manifestações são justas e de que o povo tem o direito de exigir uma política mais séria e justa.
Encerrando os dois participantes ressaltaram seus posicionamentos, mas agradeceram a oportunidade de realizar um debate democrático sobre o assunto. Os dois concordaram em um ponto, o de que as manifestações são justas e de que o povo tem o direito de exigir uma política mais séria e justa.