Bebê morto brutalmente pelo tio está sendo velado no bairro São José
A casa de número 215 da rua Isaias Fontana, vila Petrópolis, periferia de Passo Fundo, foi palco de um crime bárbaro no início da noite desta segunda-feira. O menino Artur de Oliveira Soares, um bebê de 10 meses, foi espancado até a morte pelo tio, o pedreiro Davi de Oliveira Soares, 25 anos, que de acordo com a família teria problemas mentais.
A mãe Daiane Elisabete de Oliveira Soares, de 22 anos, estava trabalhando e havia deixado Artur aos cuidados da avó, Maria Margarete de Oliveira Soares, 46 anos. Os dois estavam no porão da casa, juntamente com o agressor. Em determinado momento, o homem teria tido um surto e passou agredir o sobrinho. A mulher tentou defender o neto, mas foi agredida pelo filho, que continuou a bater no menino.
Vizinhos perceberam a agressão, mas não conseguiram entrar no porão, que estava trancado.
Um dos moradores da área foi de carro até a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, enquanto outros ligaram para a Brigada Militar.
Um dos moradores da área foi de carro até a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, enquanto outros ligaram para a Brigada Militar.
Os delegados Diego Dezorzi e Gilberto Mutti Dumke, com policiais da Equipe Volante, foram rapidamente ao local, mas ao entrar no porão já não tinham o que fazer além de prender o agressor. O pedreiro estava deitado de bruços parecendo estar inconsciente e o corpo de seu sobrinho na cama todo machucado, inclusive com perfurações no tórax. Os policiais constataram que o menino já está sem vida.
A avó Maria Margarete de Oliveira Soares, lesionada devido a agressão e em estado de choque, teve que ser socorrida e levada para o hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde permanece internada.
A avó Maria Margarete de Oliveira Soares, lesionada devido a agressão e em estado de choque, teve que ser socorrida e levada para o hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde permanece internada.
A mãe do menino, Daiane Elisabete de Oliveira Soares chegou desesperada e também precisou ser levada para o HSVP para receber atendimento médico. Depois de algumas horas em observação, ela foi liberada.
Davi de Oliveira Soares teve de ser amarrado e conduzido para o hospital, onde recebeu atendimento médico. Depois, foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil.
Davi de Oliveira Soares teve de ser amarrado e conduzido para o hospital, onde recebeu atendimento médico. Depois, foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil.
O pai do agressor e avô da vítima, Henrique José Marques Soares, 57 anos, relatou que o filho tem problemas mentais. Segundo ele, o Davi teve alta há 30 dias de um hospital psiquiátrico, mas nunca tinha mostrado agressividade. Davi de Oliveira Soares admitiu o brutal crime e deu uma justificativa estarrecedora: “matei e bebi o sangue dele porque não gostava da sua cor”.
Os peritos do Instituto Geral de Perícias-IGP encontraram quatro pedaços de azulejos com sangue. Ele teria usado os pedaços de azulejos para furar o tórax do sobrinho.
O detido foi autuado em flagrante por homicídio doloso – quando tem a intenção de matar – e lesões corporais pela agressão contra a mãe.
O detido foi autuado em flagrante por homicídio doloso – quando tem a intenção de matar – e lesões corporais pela agressão contra a mãe.
O delegado Gilberto Mutti Dumke disse que a questão da suposta insanidade deve ser discutida posteriormente na justiça. O acusado recolhido ao presídio regional de Passo Fundo, onde está em cela separada por questão de segurança.
O corpo está sendo velado na Capela Mortuária do Bairro São José.