Justiça federal mantém suspensa demarcação de terras indígenas na região
O novo Procurador da República de Erechim, Dr. Ricardo Gralha Massia, após ser informado pela Procuradoria do Estado que a demarcação de Mato Preto estava suspensa, pediu prosseguimento na justiça federal.
O pedido acabou sendo indeferido pelo Juiz do TRF- 4ª Região, Eduardo Kahler Ribeiro. Em sua decisão, o magistrado reconheceu que a demarcação é procedimento de alta complexidade, principalmente porque na área em questão residem 385 famílias de pequenos agricultores não-índios, sendo evidente que a determinação de demarcação física imediata da área provocaria o acirramento dos ânimos e conflitos já instalados.
Além disso, sustentou que é notório o descontentamento e a belicosidade na região, sendo que a exaltação de ânimos já restou externada em diversos protestos realizados pelos agricultores atingidos.
De acordo com Rudinei Candeia, da Procuradoria Geral do Estado, se o judiciário desse prosseguimento a demarcação, poderia desencadear um conflito social sem precedente nos municípios atingidos, colocando vidas em risco de modo temerário e desnecessário. Diz que é necessária a intervenção do governo federal na busca de uma solução para esse impasse, como forma de evitar confrontos entre índios e produtores rurais.