Governo quer importar engenheiros: para sindicato a saída seria investir na formação destes profissionais
O Brasil vive seu melhor momento dentro da construção civil. O crescimento é visível há cerca de três anos e o reflexo é sentido até mesmo nas cidades menores. Em Passo Fundo o número de prédios em construção surpreende e o preço dos imóveis disparou. Como reflexo já existe uma crise no setor de engenheiros civis.
De olho nesta importante peça chave a presidenta Dilma Roussef avalia importar engenheiros civis de outros países. A noticia remete a medida tomada com os médicos e novamente os engenheiros não recebem bem a proposta. A Uirapuru conversou com o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Passo Fundo – AEAPF, Antônio Tomé, que explicou a atual situação do setor. Conforme ele o déficit vem sendo alertado desde 2009 e a saída está em incentivar novos engenheiros através das universidades.
Tomé destacou que hoje o Brasil tem uma formação anual de 40 mil engenheiros, sendo que o mercado absorve 60 mil destes profissionais. Ainda conforme ressalta, a maioria dos engenheiros que se forma está conseguindo emprego, sendo esta a profissão que mais cresce atualmente no Brasil. Para ele o grande desafio está em acelerar a formação destes profissionais para acompanhar o desenvolvimento nacional.