Estão em discussão no Congresso Nacional as propostas que tratam sobre a reforma política no país
Reivindicada pelos movimentos sociais, que foram as ruas para protestar contra o atual sistema, essa reforma é considerada indispensável para recuperar o prestígio da classe política no País. O presidente da Federação das Associações de Municípios Gaúchos (FAMURS), Valdir Andres, salienta que um primeiro passo seria proibir as coligações nas eleições proporcionais (vereadores e deputados).
Para ele, infelizmente a grande maioria dos partidos atuais são de aluguel e trabalham sem uma identidade, apenas por troca de favores e com a venda de espaços de televisão no horário eleitoral.Andres, que também é prefeito de Santo Ângelo, acrescenta que a essa reforma política está atrasada, já que há 15 anos caminha a passos lentos no congresso.
Entre as propostas que estão sendo analisadas na reforma política está o financiamento público exclusivo das campanhas, a coincidência das eleições para todos os cargos – de vereadores a presidente da República – em 2022 e a prorrogação dos mandatos de prefeito a serem eleitos em 2016. Além disso, ele propõe também o fim das coligações em eleições proporcionais e a criação de uma lista flexível de candidatos a ser apresentada para os eleitores.